No Brasil, não existem estatísticas atualizadas quanto a acidentes com a rede elétrica. Sabe-se que nos Estados Unidos cerca de 5.000 pessoas chegam anualmente aos prontos socorros vitimados por choques elétricos e aproximadamente 1000 casos fatais são creditados anualmente a este fator. De acordo com o Dr. Carlos Serrano, médico do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas em São Paulo, no Brasil este número, com certeza, é bem maior. Na atualidade, com a evolução da informática e dos modernos equipamentos que facilitam a vida moderna, o mau uso da eletricidade, as condições precárias das instalações na maioria das residências, além de um número mínimo de casas e apartamentos que são dotados das condições ideais de aterramento, os riscos são constantes. Desde 2007, a ABRACOPEL vem buscando no alerta de noticias do Google, as noticias veiculadas na mídia com as palavras Eletrocutado, Curto Circuito e Choque elétrico e vem compilando estas noticias em número de acidentes. Estas dados geraram as seguintes estatísticas em 2007:
o ano de 2008 apontaram para um número superior aos encontados em 2007 como mostra o gráfico abaixo:
O ano de 2009 apresentou os seguintes dados estatísticos
em 2010 já havia ocorrido 145 mortes por eletrocussão até maio. No mês de junho de 2006 a ABRACOPEL realizou uma pesquisa sobre a ocorrência de choque elétrico com pessoas de todos os tipos, leigos e profissionais, e chegamos à constatação de que a informação é extremamente necessária. Do total de respondentes (250 pessoas), 86% responderam que já sofreram algum tipo de choque elétrico, como mostra o resultado abaixo. Entre as causas apontadas como motivo pelo choque elétrico estão: Eletrodomésticos com 23%, Chuveiro elétrico, com 22% e a substituição de lâmpadas e tomadas, com 20%. O que mostra o descaso com a instalação elétrica, tanto por parte dos consumidores, como de alguns profissionais instaladores, além de algumas empresas que não se preocupam com a segurança de seus produtos. Ainda falando da pesquisa; o item ‘outros motivos do choque’ que aparece com mais de 11%, tem relatos interessantes, como choque ao jogar água na parede, choque com uma pêra de ligar iluminação, choque com tomada de ferro de passar roupas, CPU do computador, fios desencapados, disjuntor sem barreira, além de contato com torneiras de banheiro. Os dados abaixo referem-se aos acidentes ocorridos no setor elétrico brasileiro no ano de 2005. São informações da Fundação COGE: Veja abaixo uma estatística sobre os acidentes ocorridos na rede elétrica brasileira. São dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica e da Fundação SEADE se referem ao ano de 2003: Clique nos mini-gráficos para aumentá-los DADOS REVELAM DETALHES SOBRE OS ACIDENTES NA REDE ELÉTRICA DO PAÍS Em 2003, foram registrados um total de 286 mortes causadas por acidentes na rede elétrica brasileira. Destas mortes, 55 ocorreram no Estado de São Paulo, o campeão em números absolutos, em seguida vem a Bahia com 27 mortes, o Estado de Minas Gerais com 24, seguido de perto pelo Rio de Janeiro com 23 mortes e Pernambuco com 21 mortes, são os cinco primeiros nesta triste lista. Já os acidentes sem morte, mas que geraram lesões graves trazem, novamente, São Paulo em primeiro lugar com 87 casos, em seguida vem o Rio de Janeiro com 41 casos e a Bahia colada com 40, a seguir Minas Gerais com 34, Rio Grande do Sul com 27 e Pará com 21. Os acidentes com lesão leve tem o seguinte ranking: São Paulo - 104 casos, Pernambuco - 35, Paraná - 31, Minas Gerais e Rio Grande do Sul - 23 cada e Bahia com 16. Percebe-se, pelos números, que a taxa de gravidade não tem São Paulo (10%) como primeiro, e sim Goiás, com 15% e Minas Gerais com 12%. Já a taxa de freqüência, trás SP novamente em primeiro lugar com 15%, seguido de perto por Minas Gerais com 13%. ESTATÍSTICAS REVELAM OS NÚMEROS DOS INCÊNDIOS URBANOS EM SÃO PAULO Um levantamento do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo mostra que entre o ano de 1995 e 2004 ocorreram 33.080 incêndios devido a eletricidade, e mais 5889 causados por superaquecimento de aparelhos eletrônicos. como mostra a tabela abaixo, levando em consideração que o indice que aparece em primeiro lugar é CAUSA DESCONHECIDA, teremos as instalações elétricas como a segunda causa conhecida de incêndios, e se considerarmos que o ato incendiário é uma causa não técnica, podemos considerar que a eletricidade é a primeira causa de incêndio conhecida e evitável por manutenção. Portanto é imprescindível o cuidado com a eletricidade executando manutenções e reformas periódicas. Dados do Corpo de Bombeiros do Estado de SP Clique na imagem para aumentá-la |



